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22.11.10

A Ryanair Exige A Remoção Do “Direito à Greve” Para Serviços Essenciais Tais Como Controladores De Tráfego Aéreo

 
Greve causa mais interrupções do que a nuvem de cinzas
 
 
A Ryanair, a favorita mundial entre as companhias aéreas, hoje (22 de Novembro) exigiu, mais uma vez, a remoção do “Direito à Greve” para serviços essenciais tais como controladores de tráfego aéreo, depois de ter sido forçada a cancelar mais de 60 voos antes da greve de 24 horas dos Controladores de Tráfego Aéreo português (NAV), que irá fechar todo o espaço aéreo na quarta-feira (24 de Novembro).
 
Até à data, a Ryanair já foi forçada a cancelar mais de 2 000 voos e atrasar mais de 12 000, causando incómodo a mais de 2.5m de passageiros, resultado directo das greves de Controladores Aéreos Belgas, Franceses, Espanhóis e agora Portugueses. Esta greve está a ser ignorada ao nível da UE tem lugar apenas alguns meses após 1.5m de passageiros da Ryanair serem impedidos de voar devido à nuvem de cinzas, que levou governos europeus a fechar, sem necessidade, o espaço aéreo Europeu.
 
 
A Ryanair exigiu à Comissão Europeia a reforma dos serviços dos Controladores de Tráfego Aéreo da seguinte forma:
 
1.     Remover o “Direito à Greve” a serviços essenciais tais como Controladores de Tráfego Aéreo.
2.     Despedir Controladores de Tráfego Aéreo que participem em greves ilegais (tal como fez Ronald Reagan que despediu e substituiu Controladores de Tráfego Aéreo nos EU nos anos 80).
3.     Desregulamentar o serviço nacional Europeu de Controladores de Tráfego Aéreo de forma a permitir Controladores de Tráfego Aéreo não aderentes a greves a manter abertos os céus da Bélgica, França e Espanha, enquanto que os seus controladores de espaço aéreo que são pagos a peso de ouro e trabalham poucas horas continuem a fazer greves de forma continuada.
4.     Reformar a legislação dos direitos dos passageiros EU261 de forma a aliviar as companhias aéreas do “direito a assistência” em casos de força maior que estão fora do controle das companhias aéreas.
 
 
 
Daniel de Carvalho da Ryanair, disse:
 
“ Os governos europeus falharam em manter os céus da Europa abertos durante o mês de Abril e Maio após um vulcão a milhares de quilómetros de distância ter entrado em erupção, libertando cinzas vulcânica. Agora estão mais uma vez a falhar em manter os céus da Europa abertos e assim passageiros e companhias aéreas enfrentam de novo interrupções devido à greve, desta vez pelos controladores de tráfego aéreo portugueses.
 
Mais uma vez exigimos à UE que remova o “Direito à Greve” para controladores de espaço aéreo pois é um serviço essencial tal como os serviços da polícia e bombeiros. Os Controladores de Tráfego Aéreo em greve não têm em consideração os passageiros e fazem greves continuadas porque sabem que conseguem fechar o espaço aéreo europeu e fazer dos governos europeus e passageiros reféns desta situação.
 
A Comissão Europeia tem de agir agora para terminar com este caos gerado pelos controladores de tráfego aéreo.”
 
  

 



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