31.03.11
A Ryanair vai introduzir uma taxa compensatória de 2€ devido ao regulamento EU261
A Ryanair, a favorita mundial entre as companhias aéreas, anunciou hoje (31 Mar) que vai introduzir uma taxa de 2€ por bilhete em todas as reservas efectuadas a partir de 4 de Abril 2011 de forma a financiar os custos de cancelamento de voos, atrasos e os custos do EU261 em casos de força maior onde a companhia aérea não é responsável tanto pelo atraso como pelo cancelamento.
A Ryanair confirmou que durante o ano passado sofreu perdas de mais de 100 milhões de euros derivados de cancelamentos, atrasos e atendimento, compensações e despesas legais provenientes de mais de 15 000 cancelamentos de voos e mais de 2.4 milhões de passageiros que viram a viagem interrompida. A maioria destas interrupções sucederam em 3 periodos distintos onde a Ryanair foi impedida de colocar os seus aviões no ar devido ao fracasso/inacção de terceiras partes, incluindo:
a) O fecho do espaço aéreo devido à nuvem vulcânica na Islândia em Abril/Maio de 2010;
b) O fecho de muitos aeroportos na Comunidade Europeia devido a más condições climatéricas em Novembro/Dezembro de 2010
c) Mais de 15 dias de greves de controladores aéreos na Alemanha, Bélgica, Espanha e França e durante o Verão de 2010, que causaram repetidamente atrasos e cancelamentos de voos.
A Ryanair acredita que os injustos e discriminatórios elementos do regulamento europeu EU261 para as companhias aéreas deveria ser emendado de forma a libertar as companhias aéreas do fardo de serem obrigadas a fornecer cuidados aos seus passageiros em casos onde os cancelamentos e/ou atrasos claramente não são da responsabilidade ou culpa das companhias aéreas.
É injusto e discriminatório que as companhias aéreas sejam responsabilizadas e forçadas a fornecer o reembolso, refeições, hoteis e chamadas telefónicas durante as greves dos controladores aéreos, más condições climatéricas ou fecho do espaço aéreo devido à nuvem de cinzas, quando até as empresas de seguros de viagem evitam responsabilizar-se durante estes eventos de força maior e quando empresas de transportes concorrentes (comboios, barcos e autocarros) não são responsabilizadas por eventos de força maior de acordo com o seu regulamento equivalente ao EU261.
Estas despesas injustas e discriminatorias do regulamento EU261 não podem ser impostas às companhias aéreas sem que estas despesas passem para os passageiros. Durante o ano passado a Ryanair perdeu mais de 100 milhões de euros resultantes de atrasos, cancelamentos de voos e custos legais e de compensações resultantes de multas ilegais cobradas por entidades governamentais que tentaram alargar o regulamento EU261, para o aplicar a casos especificamente excluidos do EU261.
A taxa de 2€ da Ryanair irá ajudar a suportar estes custos, que não são recuperáveis através dos Governos, controladores de espaços aéreos ou aeroportos, e que portanto vão cair, na sua totalidade, sobre as companhias aéreas. A Ryanair também confirma que se for incluida uma cláusula de direito de recuperação e uma cláusula não discriminatória para casos de força maior então irá reduzir e/ou eliminar essa imposição completamente à medida que os custos dos cancelamentos e atrasos da Ryanair reduzam ao longo dos próximos anos.
Daniel de Carvalho da Ryanair, disse:
“O regulamento EU261 é claramente discriminatório na forma como é aplicado às companhias aéreas fazendo-as responsáveis por atrasos, cancelamentos e a fornecer cuidados e suportar despesas durante eventos de força maior tais como erupções vulcânicas, fechos de aeroportos devido à neve e frequentes greves de controladores de tráfego aéreo em toda a Europa. Apesar de repetidos apelos, a Comissão Europeia e Governos da UE falharam repetidamente em definir o serviço de controlo aéreo como serviço essencial, que (tal como os controladores aéreos no EUA) não deveriam ter o direito à greve.
É claramente injusto que as companhias aéreas sejam obrigadas a providenciar refeições e acomodações a passageiros (durante dias e por vezes semanas), simplesmente porque os Governos fecham o seu espaço aéreo ou os controladores saem dos seus postos de trabalho ou por incompetência de aeroportos que não limpam a neve da pista. Quando o regulamento EU261 foi introduzido, as companhias aéreas foram asseguradas do que conseguiriam recuperar os custos destes cancelamentos e atrasos por parte dos terceiros que os tinham causado. No entanto as companhias não têm o direito de recuperar esses dinheiros de governos (quando estes fecham o espaço aéreo), de sindicatos de controladores aéreos (quando estes repetidamente abandonam os seus postos de trabalho) ou aeroportos (que nem conseguem limpar a neve das suas pistas). É uma situação insana, que as companhias de seguros não tenham pago nada durante a crise de cinza vulcânica no ano passado (pois tratava-se de “força maior”), no entanto as companhias aéreas foram forçadas a sustentar custos de semanas de atrasos, cancelamentos, hoteis e restaurantes.
A nossa taxa de EU261 dá-nos a possibilidade de contribuir para estes custos enquanto conseguimos manter as tarifas imbativeis da Ryanair. Esperamos por fim ser bem sucedidos na remoção dos elementos discriminatorios do regulamento EU 261 que obrigam as companhias aéreas a perder milhões de euros em atrasos, cancelamentos e despesas mesmo durante eventos de força maior que estão claramente fora do nosso controle. Também estamos a tentar que as compensações através do regulamento EU 261 sejam limitadas em relação ao valor da tarifa aérea paga tal como acontece com outros meios de transporte como comboios, barcos e autocarros em toda a Europa de forma a que os meios de transporte em toda a Europa estejam em igualdade.
Lamentamos a imposição desta taxa EU 261 de 2€, mas os altos custos de atrasos e cancelamentos que nos foram impostos, através deste regulamento discriminatório, fazem com que tenhamos que recuparar esse valor dospassageiros. A Ryanair continua a ser a única companhia aérea com as tarifas mais baixas em todas as rotas operadas e somos também uma das únicas companhias aéreas que continua a evitar o suplemento de combustível enquanto que na Europa muitas companhias aéreas para alem de cobrarem uma taxa de combustivel também a aumentaram injustamente nos últimos meses.”